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Afinal, O QUE É o fator previdenciário? De que forma ele afeta a aposentadoria de idosos?

A influência do fator previdenciário no benefício do INSS é medida de forma direta, pois isso é importante conhecê-la.

A questão da aposentadoria no Brasil é um tema de extrema relevância, especialmente quando se trata do cálculo dos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Entre os diversos fatores que influenciam o valor da aposentadoria, o fator previdenciário se destaca como um dos mais importantes e complexos.

Criado para equilibrar as contas da Previdência Social e incentivar os trabalhadores a permanecerem no mercado de trabalho por mais tempo, o fator previdenciário utiliza uma fórmula matemática que considera a idade do trabalhador, o tempo de contribuição e a expectativa de vida na data da aposentadoria.

A seguir, confira os aspectos fundamentais do fator previdenciário, seu impacto sobre os benefícios e as mudanças recentes que influenciam esse cálculo.

Conhecer o fator previdenciário é importante para aposentados e pensionistas do INSS.
Conhecer o fator previdenciário é importante para aposentados e pensionistas do INSS. / Crédito: @jeanedeoliveirafotografia / beneficiodoidoso.com.br

A importância do fator previdenciário para aposentadorias

A recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o fator previdenciário tem gerado um grande impacto no cenário previdenciário brasileiro, especialmente em relação à chamada “Revisão da Vida Toda”.

Esse julgamento, que derrubou a possibilidade dos segurados escolherem a forma de cálculo mais benéfica para suas aposentadorias, trouxe à tona uma série de discussões sobre justiça social e sustentabilidade financeira da Previdência Social.

O fator previdenciário, introduzido pela reforma da Previdência de 1999, é uma fórmula matemática utilizada para calcular o valor das aposentadorias no Brasil.

Em síntese, ele considera a idade do trabalhador, o tempo de contribuição e a expectativa de vida na data da aposentadoria.

O principal objetivo do fator é incentivar os trabalhadores a permanecerem no mercado de trabalho por mais tempo, reduzindo o valor do benefício para aqueles que se aposentam antes da idade mínima estipulada.

A fórmula foi projetada para ajustar os benefícios de acordo com a longevidade e o tempo de contribuição, o que, em teoria, garantiria a sustentabilidade financeira do sistema previdenciário.

Contudo, a reforma da Previdência de 2019 aboliu o fator previdenciário para novos segurados, mantendo sua aplicação apenas em um dos cinco regimes de transição destinados àqueles que estavam próximos de se aposentar na época da reforma.

A decisão do STF de tornar obrigatória a aplicação da regra de transição do fator previdenciário para todos os segurados filiados antes da reforma de 1999 impediu que os trabalhadores optassem pela regra definitiva mais vantajosa.

Isso significa que, mesmo que o cálculo antigo resultasse em um benefício maior, os segurados não poderiam escolher essa opção.

A decisão foi vista como uma manobra estratégica para evitar um impacto financeiro significativo nos cofres públicos.

O governo argumentou que permitir a revisão da vida toda, que inclui as contribuições anteriores a 1994, resultaria em um custo de até R$ 480 bilhões.

No entanto, especialistas contestam esse valor, sugerindo que o impacto real seria muito menor, afetando apenas uma parcela restrita de aposentados.

A obrigatoriedade do fator previdenciário na regra de transição foi um golpe duro para muitos segurados que esperavam aumentar seus benefícios através da revisão da vida toda.

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O impacto da decisão do STF na revisão da vida toda

A revisão da vida toda é um mecanismo que permite aos segurados recalcularem suas aposentadorias considerando todas as contribuições feitas ao longo da vida, incluindo aquelas anteriores a julho de 1994.

Essa possibilidade foi inicialmente aprovada pelo STF em 2022, oferecendo uma esperança para muitos aposentados que contribuíram com altos salários antes dessa data.

No entanto, a decisão recente do STF de considerar constitucional a obrigatoriedade do fator previdenciário na regra de transição anulou essa possibilidade, gerando grande frustração entre os segurados.

A decisão foi criticada por muitos especialistas, que a classificaram como um movimento político para proteger as finanças públicas às custas dos direitos dos aposentados.

A advogada previdenciária Andreia Rossi descreveu a decisão como uma “manobra inacreditável” que aumentou a insegurança jurídica.

Ela argumentou que a revisão da vida toda beneficiaria apenas uma pequena parcela de aposentados, não justificando o alardeado impacto de R$ 480 bilhões.

Outros advogados e especialistas concordam que a decisão foi precipitada e desconsiderou os interesses dos segurados.

Além disso, a decisão foi vista como um exemplo de como os argumentos econômicos frequentemente prevalecem sobre os direitos individuais no sistema previdenciário brasileiro.

O ministro Flávio Dino destacou durante o julgamento que os argumentos econômicos não podem ser ignorados, enquanto o ministro Luis Roberto Barroso enfatizou a necessidade de preservar o equilíbrio financeiro dos cofres públicos.

Esse enfoque econômico, embora importante para a sustentabilidade do sistema, deixou muitos segurados em uma posição desvantajosa, sem a possibilidade de melhorar seus benefícios.

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Consequências das mudanças

A decisão do STF sobre o fator previdenciário e a revisão da vida toda trouxe consequências significativas para os aposentados e pensionistas do INSS.

Ao invalidar a possibilidade de escolher a regra mais benéfica, o tribunal reforçou a aplicação estrita das regras de transição, limitando o potencial aumento dos benefícios para muitos segurados.

Essa medida, embora justificada como necessária para manter a sustentabilidade financeira da Previdência, foi criticada por aumentar a insegurança jurídica e prejudicar os direitos dos aposentados.

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Descubra como aumentar sua aposentadoria contribuindo mais ao INSS

Você sabia que é possível aumentar o valor da sua aposentadoria ao contribuir com valores maiores para o INSS?

Adbogados especialistas explicam que, se a contribuição for feita dentro do código 1163, o trabalhador receberá um salário mínimo.

Para aumentar esse valor, é necessário contribuir com uma alíquota de 20% e valores superiores, como dois, três ou quatro salários mínimos. Quanto mais se contribui, maior será o impacto no valor da aposentadoria.

Para se aposentar, é necessário cumprir o tempo de contribuição e a idade mínima estabelecidos. Verifique se você atende a esses requisitos para garantir seu benefício.

Contribuições maiores garantem uma aposentadoria mais confortável. Planeje suas finanças e considere aumentar o valor das suas contribuições ao INSS.

Três revisões para aumentar a aposentadoria do INSS

Os aposentados do INSS podem solicitar três tipos de revisão para aumentar seus benefícios. A primeira é a revisão por erro de cálculo, que corrige valores de salários ou períodos de contribuição que foram desconsiderados.

A segunda é a revisão para incluir tempo especial, que beneficia quem trabalhou em condições insalubres ou perigosas antes da reforma da Previdência de 2019, permitindo converter esse tempo em comum e aumentar o total de anos para aposentadoria.

A terceira é a revisão do teto, destinada a aposentados entre 1991 e 2003 que tiveram seus benefícios limitados pelo teto previdenciário da época.

Essa revisão pode ser solicitada no INSS ou na Justiça e não tem o prazo de 10 anos para ser requerida, pois se trata de uma readequação dos valores. Documentos específicos são necessários para cada tipo de revisão, e os pedidos podem ser feitos diretamente ao INSS ou por via judicial.

Nicole Ribeiro

Formada em Letras - Português pela Universidade do Estado de Minas Gerais, redatora freelancer e revisora de artigos e textos acadêmicos. Apaixonada por gatos e pelo conhecimento.

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